Por que mensurar impacto, afinal?

Avaliar o impacto é fundamental para compreender a extensão da solução proposta e a profundidade da transformação que ela se propõe a fazer.

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Por que conhecer o seu cliente e suas necessidades? Por que medir a satisfação do cliente? Essas são perguntas para as quais nenhum empreendedor vai titubear em responder. Sem conhecer seu cliente, seus problemas e como a sua solução resolve esses problemas, poucas organizações vão longe.

Mas, e por que medir o impacto? Se pensarmos em uma linha temporal, estamos ampliando a visão do cliente para além do momento exato em que ele comprou ou usou o produto ou serviço. Não seria essa informação também algo vital para a sustentabilidade das organizações? Saímos de uma visão de super curto prazo, para olhar para frente. E quanta coisa podemos aprender!

Quando pensamos em impacto social, na SITAWI, olhamos duas dimensões principais: extensão e profundidade. Extensão é o número de pessoas que você vai alcançar, facilmente derivado do número de produtos ou serviços entregues. Já a profundidade, envolve o grau de mudança gerado na vida das pessoas a partir da intervenção, do produto ou serviço oferecido. E isso requer uma escuta atenta e um relacionamento com o seu cliente. Certamente as organizações que conseguem desenvolver isso ganham vários insights adicionais sobre as necessidades dos seus clientes e como ela pode apoiá-los.

Quando falamos de negócios de impacto, então, tem um efeito exponencial. Para esses negócios, que nasceram para resolver um problema social ou ambiental, lançar seu olhar para além do curto prazo e avaliar o impacto real que estão tendo na vida daquelas pessoas a quem servem muda tudo.

Essa informação tão rica permite perceber que, às vezes, determinada estratégia não é a mais adequada para atingir o objetivo ou impacto esperado pela empresa. Permite identificar, também, que aquele resultado obtido no curto prazo não gera o impacto de longo prazo esperado. Pode, também, mostrar que sua solução precisa de atributos diferentes para continuar a ser usado pelos clientes no longo prazo. Ou mesmo apoiar na segmentação de clientes, ajudando a entender o que acontece com cada grupo específico (por exemplo, a diferença no aumento da renda familiar entre homens e mulheres que utilizam microcrédito).

Para organizações que vendem para empresas ou para o governo, comprovar o impacto é argumento de venda. Como exemplo, podemos citar uma intervenção que consegue comprovar que gera aumento no aprendizado de matemática dos alunos ou que reduz a taxa de evasão escolar, quando falamos de governo. Para negócios que tem empresas como clientes, um exemplo seria conseguir demonstrar um aumento na taxa de sucesso do recrutamento e efetivação de empregos para pessoas com deficiência.

Para quem capta investimentos, todo o mundo do investimento de impacto se abre. Na América Latina são quase 5 bilhões de dólares! Para quem capta doações, há uma tendência global que são os outcome funds. São fundos que doam recursos mediante à comprovação do impacto, como, por exemplo, o India Education Outcome Fund.

Acima de tudo, olhar com carinho e seriedade para o efeito de suas ações no médio e longo prazos permite alinhar tempo, energia e recursos rumo ao objetivo comum das pessoas que se uniram ao redor de uma organização e garantir que aquele propósito se cumpra.

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