Em tempos de pandemia, a união de diferentes setores para o combate ao Covid-19 nunca foi tão necessária. Empresas privadas e estatais têm amplo poder de impacto, principalmente por meio de institutos e fundações, conhecidos como pilar de investimento social privado – que, segundo o GIFE, é o repasse voluntário de recursos privados de forma planejada para projetos sociais, ambientais, culturais e científicos de interesse público.

Em 2019, os lucros das 5 empresas mais rentáveis da bolsa de valores brasileira (B3) somaram cerca de R$ 120 bilhões, sendo elas: Petrobras, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil. A lista ressalta o papel do setor bancário neste cenário turbulento, que, além de realizar mudanças na forma de operação para os clientes, também pode investir para apoiar setores que são essenciais na superação da crise, como o da saúde e ciência.

Confira quais ações as cinco empresas que mais lucraram na B3 (sigla para Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores brasileira, em 2019, já fizeram para enfrentamento ao coronavírus. A ordem é baseada nos dados da consultoria especializada Economática:

  1. Petrobras:
    A empresa mais rentável da bolsa brasileira em 2019 está atuando nos pilares científico e de responsabilidade social para enfrentar a Covid-19. 
  • Científico: a Petrobras apoia a Coppe-UFRJ no desenvolvimento de protótipos de ventiladores pulmonares mecânicos, equipamentos importantes para pacientes em estado grave da doença. A empresa realocou três petaflops – equivalentes ao processamento de 3 milhões de laptops – para serem utilizados em estudos feitos pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) na busca por vacinas e medicamentos no combate ao vírus. 
  • Responsabilidade social: foram doados cerca de 20 mil equipamentos de segurança e produtos de higiene para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), como óculos de segurança, luvas de laboratório, máscaras purificadoras de ar, frascos, álcool e detergente. Além disso, 600 mil testes para diagnóstico de Covid-19 devem ser entregues ao SUS (Sistema Único de Saúde) ainda em abril. Deste total, 400 mil serão destinados ao Ministério da Saúde e 200 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.  

Neste site, a empresa divulga as ações que está desenvolvendo em combate ao Coronavírus. 

2. Itaú Unibanco:
A instituição financeira, por meio da Fundação Itaú Social e Instituto Unibanco – pilares de investimento social privado -, anunciou investimentos de R$ 1 bilhão, no último dia 13, que estipula a criação de uma iniciativa chamada “Todos Pela Saúde”, onde o banco atuará para conscientizar a população sobre o uso de máscaras e testagem populacional – e para os profissionais da saúde. O montante soma-se aos R$ 250 milhões em iniciativas para contribuir com a melhoria da infraestrutura hospitalar do país e, também, na aquisição de equipamentos de saúde e kits de higiene e alimentos. Dentro deste valor, já foram destinados:

    • R$ 10 milhões à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para apoio na construção de hospital no RJ.
    • R$ 1,5 milhão para aumentar capacidade de hospital no M’boi Mirim (SP).
    • R$ 8,5 milhões para compra de respiradores.
    • R$ 200 mil para plataforma open source de ventilador mecânico.

Além disso, o banco também faz parte de uma ação conjunta entre o Bradesco e o Santander para doar cinco milhões de testes rápidos de detecção do coronavírus. Juntas, as instituições financeiras vão importar e doar os testes, além de equipamentos médicos, como tomógrafos e respiradores. As três organizações também anunciaram investimentos de R$ 16,5 milhões cada para a produção de máscaras

3. Bradesco:
Em parceria com o Itaú e o Santander, o banco Bradesco anunciou a doação de cinco milhões de testes rápidos de detecção do coronavírus, tomógrafos e respiradores, além de R$ 16,5 milhões para a produção de máscaras durante a pandemia.

4. Banco do Brasil:
Por meio da BB Seguros, a empresa doou R$ 40 milhões para o combate à Covid-19. De acordo com as informações divulgadas no site da instituição, este valor será gerido pela Fundação Banco do Brasil e destinado ao fornecimento de produtos de limpeza e higiene e alimentos para quem está no grupo de risco ou em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil. A FBB pretende expandir os benefícios para novos parceiros que estejam focados em projetos para o combate ao vírus. A campanha também incentiva a participação comunitária, solicitando doações pelo site

5. Santander BR:
A instituição financeira também faz parte da doação de cinco milhões de testes rápidos da Covid-19, tomógrafos e respiradores, e R$ 16,5 milhões para o desenvolvimento de máscaras, em conjunto com os bancos Bradesco e Itaú Unibanco. Além disso, mais de R$ 2,9 milhões já foram arrecadados até o dia 6 de abril pela edição especial do programa “Amigo de Valor” –  que mobiliza doações de funcionários do país. A campanha foi criada para apoiar entidades que estão atuando na linha de frente do enfrentamento ao novo coronavírus. A empresa também divulgou, em 23 de março, o compromisso de não iniciar processos de demissão de funcionários neste período, salvo em casos de justa causa ou de violação do Código de Ética da organização.

A seguir, interaja com a infografia “Valor de mercado e doação específica ao combate ao Covid-19 das cinco empresas mais lucrativas da B3“:

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